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O desejo do meu marido em ser Corno

07/05/2026 escrito por Amopornobr

O corpo ainda vibrava com o calor residual do orgasmo quando marido se apoiou nos cotovelos, Observando a esposa deitada de costas na cama. O cabelo escuro espalhava-se sobre o travesseiro branco.

 

Ela tinha vinte e dois anos. Ele, quarenta e quatro. A diferença sempre existira ali, uma fenda silenciosa entre gerações, mas naquele momento — com o quarto cheirando a suor e sexo, com a respiração dela ainda irregular — parecia irrelevante.

 

Ele pagava o apartamento. O carro. As viagens. A estabilidade que proporcionava funcionava e mantinha o casamento harmonioso.

 

No outro dia, já de manhã chegou com a luz entrando pelas cortinas. Ele começar se arrumar pra sair enquanto sua esposa estava no chuveiro quando ele ouviu o som daquela notificação venda do celular da esposa. O celular dela piscava na mesa de cabeceira.

 

Ele nunca havia bisbilhotado. Não era do seu feitio. Mas algo naquele piscar, naquela hora da manhã, fez seus dedos se moverem antes que o cérebro pudesse protestar. A tela desbloqueou com o código que ele conhecia — o aniversário dela, previsível demais.

 

A mensagem estava lá. De um número não salvo, mas a foto de perfil era inconfundível: o chefe dela, aquele homem de trinta e poucos anos que ela mencionava ocasionalmente em jantares, sempre com um tom que ele nunca soube interpretar. A mensagem era simples, direta, terrível na sua casualidade: “Posso passar aí hoje? Tenho umas coisas pra discutir com você.”

 

Ele sentiu o sangue abandonar o rosto. As mãos seguravam o aparelho com uma força que fazia os nós dos dedos brancos. E então — o som da porta do banheiro se abrindo.

 

Ele largou o celular rapidamente na mesa. Não foi um movimento gracioso; foi um largar de quem solta algo queimando. O aparelho bateu levemente contra a madeira, deslizou meio centímetro. Ele se virou para o armário, abrindo a porta com um rangido que pareceu ensurdecedor em seu próprio ouvido.

 

Ela entrou no quarto envolta de toalha branca enrolada no corpo molhado. O cabelo escuro grudava na testa. Ela olhou para ele, sorriu aquele sorriso que ele sempre associara à jovialidade, à inocência, à diferença de idade que ele compensava com segurança.

— Já vai? — perguntou esposa, a voz ainda rouca do banho quente.

— Reunião cedo — ele respondeu, sentindo as palavras saírem como pedregulhos. — Posso passar em casa mais cedo, depois.

 

Ela assentiu, já se virando para o guarda-roupa, a toalha caindo um pouco, revelando a curva da cintura de corpo perfeito de jovem de vinte e poucos anos. Ele apertou os olhos, sentindo a imagem daquela mensagem se gravando em algum lugar profundo, um lugar que ele não sabia que possuía.

 

O escritório passou em borrão. Ele digitou números em planilhas, respondeu e-mails, assinou documentos. A cada dez minutos, seus olhos caíam sobre o celular. A mensagem do chefe dela girava em sua mente como um carrossel doentio. Posso passar aí hoje? A frase tinha um peso que ele não conseguia nomear.

 

Às nove da manha, ele ligou pra sua esposa. O telefone tocou quatro vezes antes de cair na caixa postal. Ele desligou, sentindo um frio estranho subir pela espinha. Ligou de novo. Dez minutos depois. Mesma coisa — quatro toques, silêncio, caixa postal.

 

A terceira ligação, às quatro, não completou nem o primeiro toque. Desligado. Ou em modo avião. Ou ela simplesmente tinha apertado o botão de rejeitar sem olhar.

 

Ele olhou para a tela do computador. Uma planilha de projeções financeiras piscava, inacabada. O relógio marcava 10h17. Normalmente, ele saía às 19h. Pegava o trânsito. Chegava em casa às 20h30, às vezes 21h, quando havia reuniões.

 

Ele fechou o laptop no meio da manhã. Guardou os papéis na pasta, um por um, com movimentos deliberados, quase cerimoniais. Pegou o celular. Digitou uma mensagem para o assistente: “Emergência familiar. Vejo você amanhã.”

 

O carro deslizou pela cidade com uma suavidade que contradizia o tumulto em seu peito. Ele manteve as mãos firmes no volante, os olhos fixos na estrada, mas a mente — a mente estava em outro lugar. Naquela mensagem. No chefe dela. Na imagem deles dois, sozinhos, enquanto ela não atendia o telefone.

 

No meio dos seus pensamos do que sua esposa poderia estar fazendo com chefe, ele colocou a mao seu pau e deu leve aperto, sentindo o pau endurecer contra a calça. Não era apenas ciúme. Era algo mais profundo, uma combinação venenosa de insegurança, e um tesão que ele não sabia que possuía.

 

Ser um Marido corno. A palavra girou em sua mente como uma maldição sedutora. Ele imaginou o chefe dela — mais jovem, mais forte, mais próximo dela em idade — entrando no apartamento. Imaginou os dois no quarto que ele próprio havia pago. Imaginou os gemidos que ele não ouviria, as posições que ele não veria, o prazer que ele não daria.

 

O carro parou no semáforo. Ele olhou para o relógio: 10h42. Ainda faltavam vinte minutos de viagem. O pau pulsava na calça, uma dor doce que ele não queria aliviar. Deixou a mão cair no colo, apenas pressionando levemente, sentindo o calor através do tecido.

 

O tesão apertou em seu peito, uma mão invisível que sufocava e excitava ao mesmo tempo. Ele não sabia o que encontraria em casa. Não sabia se ela estaria sozinha, se atenderia a porta com aquele sorriso inocente, se haveria algum sinal, algum cheiro, alguma prova. Não sabia se o chefe dela já tinha passado, se estava lá ainda, se viria depois.

 

Ele achava nunca tinha sido corno na vida, ou pelo menos achava nunca foi.

 

Ele estacionou o carro na garagem e foi andando calmamente como se não tivesse nada o deixando apreensivo aquele dia. Não sabia era pra aparentar que estava tudo sobre o controle ou pra dar tempo do cara ir embora e se fazer que não aconteceu nada.

 

 

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