
As primeiras vezes que ouvi minhas amigas falando sobre homens mais velhos, ri. Pensei que fosse exagero de adolescente mal resolvida, aquela coisa de querer parecer madura demais para a idade. Mas as palavras ficaram. Germinaram. E quando eu estava sozinha no meu quarto, com a porta trancada e as cortinas fechadas, minha mão descia por entre as pernas e eu imaginava. Não rostos específicos. Apenas a ideia. A autoridade. A experiência. A forma como um homem de quarenta anos tocava uma mulher diferente de um garoto de vinte.
Meus dedos se moviam em círculos lentos enquanto eu pensava nisso. A respiração ficava presa na garganta. Eu nunca chegava ao fim rápido — gostava de prolongar, de deixar o calor se acumular até que minha pele ficasse sensível demais, até que o menor toque me fizesse arquear as costas.
Quando Carlos se mudou para nossa casa, eu soube que algo mudaria. Minha mãe o apresentou como um homem de negócios que precisava de um lugar temporário, mas eu vi a forma como ela olhava para ele. E eu entendi. Ele tinha quarenta anos, ombros que enchiam qualquer porta, mãos grandes com veias saltadas que seguravam canecas de café como se fossem pequenas demais. Ele andava como se o chão lhe pertencesse.
As primeiras semanas, ele foi educado. Distante. Mas eu o pegava olhando. Quando eu me inclinava para pegar algo na geladeira. Quando eu passava de short curto pelo corredor. Seus olhos castanhos demoravam um segundo a mais do que deveriam, e eu sentia aquele olhar na pele como um toque físico.
Ele começou com gestos pequenos. Uma mão no meu ombro quando passava por trás de mim na cozinha. Seus dedos deslizando pela minha cintura para não me deixar cair quando eu tropecei no degrau. Cada toque era justificado, socialmente aceitável, mas eu sentia a intenção por trás. Era um mapa sendo desenhado sobre meu corpo, ele aprendendo onde eu reagia, onde minha respirava falhava.
Naquela tarde, minha mãe tinha saído para uma conferência de trabalho que duraria o fim de semana. Eu estava no meu quarto, tentando ler, mas as palavras não fixavam. O silêncio da casa parecia carregado, eletrificado. Quando bateram na minha porta, eu já sabia quem era.
Carlos fala: Lara, vem assistir algo na sala comigo. Tô sozinho demais aqui.
Eu deveria ter recusado. Deveria ter inventado uma desculpa. Mas minhas pernas já se moviam, puxadas por algo que eu não conseguia nomear. Quando entrei na sala de estar, ele já estava no sofá de couro preto, as pernas abertas em postura de comando, o controle remoto em uma mão. A cortina fina deixava entrar luz dourada da tarde, iluminando o pó no ar.
Carlos fala: Senta aqui.
Meu corpo deslizou para o couro frio. Ele estava perto demais, seu calor irradiando, cheiro de madeira e algo mais terroso, masculino. Ele ligou a TV em algum filme de ação barulhento, mas eu não prestava atenção. Meus olhos ficavam voltando para suas mãos, grandes e morenas, descansando em suas coxas musculosas.
Sua mão se moveu primeiro. Apenas deslizou pelo encosto do sofá, mas seus dedos encontraram meu ombro. Ficaram ali, pesados, quentes. Meu coração acelerou. Ele não olhou para mim, mantendo os olhos na tela, mas seus dedos começaram a massagear lentamente, circulando para a nuca.
Carlos fala: Relaxa, Lara. Você tá sempre tão tensa.
Eu deveria ter me levantado. Mas minha cabeça inclinou para trás, dando acesso, e um som — metade suspiro, metade gemido — escapou da minha garganta. Sua mão desceu, dedos deslizando pela minha espinha, contando cada vértebra. Quando chegou à minha cintura, apertou, puxando meu corpo para mais perto dele.
Agora eu sentia tudo — a rigidez em suas calças, seu peito subindo e descendo mais rápido, o cheiro de sua excitação misturado ao desodorante. Ele finalmente olhou para mim, e seus olhos estavam diferentes, dilatados, escuros de uma fome que eu reconhecia porque a sentia em mim mesma.
Carlos fala: Deita de bruços. Quero ver essa sua bunda de quatro.
Minhas mãos tremiam quando me virei. O couro do sofá estava frio contra meu estômago, minha saia subiu sem que eu precisasse fazer nada — ele a puxou, expondo minha calcinha. Eu ouvi ele engolir em seco, depois o som de sua correia sendo desfeita, da braguilha abrindo.
Carlos fala: Olha pra frente. Não vira.
Eu obedeci, mas cada sentido estava hiperativo. Senti o calor de sua respiração na minha pele, depois o toque de sua ponta deslizando pela minha calcinha, molhada demais. Ele riu, um som grave e possessivo.
Carlos fala: Tão molhada já, enteada? Pensando nisso há quanto tempo?
Eu não conseguia responder. Minha boca estava seca, minha mente em branco exceto pela necessidade pulsante entre minhas pernas. Ele puxou minha calcinha para o lado, e eu senti sua carne quente, dura, grossa demais, pressionando minha entrada.
Carlos fala: Porra.
A dor foi afiada, breve, substituída imediatamente por uma sensação de esticamento tão profundo que eu gritei — não de dor, mas de alívio, de finalmente ser preenchida daquela forma. Ele parou, respirando pesado, suas unhas cravando na minha pele.
Carlos fala: Tão apertada. Tão fucking apertada.
Então ele começou a mover. Devagar primeiro, deslizando quase completamente para fora antes de enterrar-se novamente, cada embate fazendo meus seios balançarem, minha visão embaçar. O som da nossa pele se encontrando — pele contra pele, molhada e suja — ecoava na sala vazia.
Ele acelerou, seus quadris batendo contra minha bunda com força que eu sabia que deixaria marcas.
Carlos fala: De quatro. Minha enteada de quatro. Toma, toma tudo.
Eu não conseguia falar mais, apenas gemia a cada estocada, meu rosto pressionado contra o couro do sofá, minhas mãos agarrando os braços do móvel para não ser empurrada para frente. O prazer era avassalador, construindo em espiral desde minha barriga até explodir em minha mente.
Quando eu gozei, foi sem aviso, sem construção — apenas uma onda quebrando, meu corpo convulsionando, minha boca aberta em um grito mudo enquanto ele continuava a me foder através do orgasmo, não dando trégua.
Carlos: Porra, gozando na minha pica. Vou gozar, porra, vou encher essa bucetinha…
Ele enterrou-se até a raiz, seu corpo inteiro tremendo, e eu senti cada jato quente, denso, inundando-me por dentro. Ele ficou ali, ofegante, seu peso sobre minhas costas, sua pica ainda pulsando dentro de mim.
Minutos se passaram antes que ele finalmente se recolhesse, saindo devagar, seu sêmen escorrendo pela minha coxa. Ele não disse nada. Apenas me olhou, aqueles olhos castanhos ainda escuros de satisfação, e passou a mão pela minha bunda uma última vez antes de se levantar e arrumar suas roupas.
Eu fiquei de quatro no sofá por mais tempo do que gostaria de admitir, sentindo o vazio onde ele estivera, o gosto do que acabara de acontecer ainda na boca como um vinho forte demais. O ar-condicionado zumbia. O sol da tarde se movia lentamente através das cortinas finas.
E eu soube, com uma certeza que me fez estremecer, que isso era apenas o começo.
Gostou desta história? Assine agora e desbloqueie o vídeo dela!