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Filha salva o casamento dando o marido para a sogra

29/06/2026 escrito por Amopornobr

Esposa corna chama o marido pra salvar o casamento seu casamento e tirar a tristeza Sogra.

Eu cresci ouvindo aquela história de que mulher deveria chegar ao casamento virgem, como se isso fosse algum tipo de selo de qualidade.

 

Minha mãe repetia isso com a mesma convicção que usava para ensinar a rezar, e eu absorvi aquela crença com a naturalidade de quem aprende a andar.

 

Quando conheci Davi, aos dezoito anos, ele era tudo que eu achava que desejava: bonito, atencioso, com aquele jeito impaciente de quem vive com o corpo à frente dos pensamentos.

 

Nosso namoro durou dois anos, e ele nunca escondeu que queria ir mais longe. “O lanche antes da hora”, ele chamava, com aquele sorriso torto que me derretia.

 

Eu queria. Deus sabe como eu queria. Mas algo trancava dentro de mim, uma voz que soava muito parecida com a da minha mãe, dizendo que eu me arrependeria, que nenhum homem valorizava o que já estava usado.

 

Terminamos por causa disso. Ele não aguentava mais esperar, e eu não conseguia ceder. Lembro de chorar por semanas, de sentir o corpo inteiro reclamando por algo que a cabeça proibia.

 

Sofri como se tivesse perdido algo essencial, sem entender que talvez tivesse perdido exatamente por não ter deixado acontecer.

 

Os anos passaram. Conheci Lucas em uma festa de amigos em comum, e algo nele me pegou de jeito diferente.

 

Ele tinha paciência onde Davi tinha urgência, mas também tinha uma intensidade que eu só fui descobrir depois.

 

Nos casamos da forma que sempre imaginei: de véu branco, vestido rodado, todos aplaudindo enquanto eu caminhava pelo corredor da igreja.

 

Virgem. Finalmente virgem, como se isso fosse uma conquista.

 

A primeira noite, descobri que Lucas era insaciável. Não no sentido de querer muitas vezes — queria sempre, sem pausa, sem saturação.

 

Eu gozava uma, duas, três vezes, e ele ainda estava duro, ainda queria mais. No começo, achei excitante. “Meu homem é assim”, eu pensava, com orgulho misturado a exaustão.

 

Mas as semanas viraram meses, e a realidade se instalou. Minha buceta ficava inchada, vermelha, sensível ao toque da calcinha.

 

Ele metia até eu não aguentar mais, e ainda assim perguntava se eu queria outra rodada.

 

Fazíamos sexo todo dia. Às vezes de manhã, quando eu ainda estava sonolenta, e ele acordava com o pau duro encostado nas minhas nádegas.

 

Às vezes à tarde, quando ele chegava do almoço com aquele olhar faminto. À noite, sempre à noite, longas sessões que duravam horas.

 

Eu adorava, não me entenda mal. Mas não estava sempre com aquele fogo. Alguns dias eu queria apenas dormir, e ele parecia não ter botão de desligar.

 

Ele reclamava, às vezes. Dizia que eu não conseguia acompanhá-lo, que precisávamos de algo a mais. Fui ao ginecologista, à terapeuta, li livros sobre disfunção sexual feminina.

 

Tudo indicava que eu estava normal — múltiplos orgasmos, lubrificação abundante, desejo presente.

 

O problema era que ele era muito, simplesmente muito. “Tarado”, eu pensava, sem saber se era reclamação ou elogio.

 

Nossa casa virou um arsenal erótico. Lucas comprava brinquedos como quem compra mantimentos: vibradores de todos os tamanhos, alguns tão grandes que eu hesitava antes de usar; dildos com sucção para parede, para o chão, para onde fosse necessário; cremes que esquentavam, esfriavam, vibravam, anestesiavam; algemas de couro, de pelúcia, de metal; lingerie que mal cobria, que destacava, que deixava tudo à mostra.

 

Sem filhos, tínhamos liberdade total. Ele me pedia de shortinhos minúsculos em casa, tanguinhas que entravam no meio das nádegas, fio dental que eu sentia a cada passo.

 

Eu gostava. Gostava de me sentir desejada, de ser centro daquela atenção voraz.

 

O almoço virou horário de sexo. Ele chegava em casa com pressa, me pegava na cozinha, na sala, na escada.

 

Às vezes nem comíamos direito, e eu passava a tarde com a barriga roncando, mas o corpo satisfeito. Nossas transas eram regadas de carinho, sim, mas também de brutalidade sexual.

 

Ele me chupava com uma dedicação que me fazia gozar em minutos, a língua girando no clitóris, dois dedos enfiados no fundo, massageando aquele ponto que me fazia ver estrelas.

 

Eu gozava três, quatro vezes só no oral, e ainda assim queria mais.

 

Descobrimos o anal juntos. Ele tinha paciência infinita para isso, lubrificava, massageava, introduzia devagar até eu pedir mais rápido.

 

O DP aconteceu primeiro com brinquedos — ele metendo na minha buceta enquanto eu usava o vibrador maior no cu.

 

A sensação de estar completamente cheia, esticada nos dois lados, me fazia gozar de um jeito diferente, mais profundo, quase doloroso de tão intenso.

 

Cheguei a ter seis, oito orgasmos em uma noite. A cama ficava ensopada, lençóis encharcados que precisavam ser trocados no meio da transa.

 

Eu gozava tanto que escorria pelas bolas dele, pelo meu próprio cu, formando poças no colchão.

 

Fiquei fascinada, quase envergonhada de ver algo tão explícito. “Será que consigo?”, perguntei, curiosa. Ele riu, disse que eu já estava no caminho.

 

Depois de alguns anos nessa rotina, ele soltou a bomba. Estávamos na cama, pós-sexo, eu ainda ofegante com o último orgasmo, quando ele disse que queria mais alguém conosco.

 

Uma mulher. O sonho de todo homem, ele disse, como se isso justificasse. Fiquei chateada, ferida no orgulho. Achava que não o satisfazia, que precisávamos de reforço.

 

Protestei, chorei, e ele recuou, mas a semente estava plantada.

 

Nas semanas seguintes, as fantasias começaram. Durante o sexo, ele falava como se eu fosse outra pessoa. “Está gostando de ver, sua putinha? Seu marido comendo sua vizinha.”

 

Eu era a secretária, a prima, a cunhada. E depois, com mais frequência, a minha mãe.

 

Ele descrevia ela com detalhes que eu não sabia de onde tirava, o corpo mais maduro, os seios maiores, a experiência de quem já viveu mais.

 

Eu gozava com aquelas fantasias, confesso. Algo na humilhação me excitava de um jeito que eu não entendia.

 

Meses se passaram. A cada fantasia, eu me acostumava mais com a ideia. Até que uma noite, depois de gozar duas vezes enquanto ele falava da mãe da minha colega, tomei coragem.

 

“Vamos fazer”, eu disse. “De verdade.” Seus olhos se arregalaram, aquela expressão de quem ganhou na loteria sem ter comprado bilhete. Ele queria marcar para o dia seguinte, mas eu o freiei.

 

Precisávamos conversar, definir regras, escolher alguém.

 

A escolha foi o maior obstáculo. Ele sugeriu minha amiga de trabalho — não, eu não me exporia assim. Alguém da família dele — não, estranho demais.

 

Minha prima, minha cunhada — ele tinha fotos, sabia que eram “taradas também”. Recusei. E então ele mostrou a foto da minha mãe, de biquíni na piscina do condomínio.

 

Minha mãe não parava o trânsito, mas tinha seus encantos: cabelos loiros compridos, olhos claros, corpo de quem fez academia nos cinquenta e manteve os resultados.

 

Num sábado de tarde, estávamos na piscina do condomínio quando voltamos ao assunto. Naquele dia, era a minha mãe que estava sem companhia.

 

Saímos da água para tomar suco, e ela se aproximou. Lucas deu um mergulho, a pedido meu, e ficamos a sós.

 

Ela começou a chorar. Falou das frustrações com meu Padrasto(Meu pai faleceu 5 anos atrás), a vida sexual que não funcionava mais, da solidão que sentia mesmo casada.

 

Tentei consolar, sugeri coisas novas, saídas juntos. E então, não sei exatamente por quê, contei sobre as fantasias de Lucas. Sobre estarmos procurando uma mulher.

 

Ela riu, daquela risada nervosa que esconde interesse. Depois, se insinuou em tom de brincadeira. Eu ri também, mas algo mudou entre nós.

 

Ela começou a ligar quase todo dia. Perguntava se tínhamos realizado a fantasia, frequentava mais nossa casa, queria saber detalhes sobre Lucas na cama.

 

Eu contava, sem filtro, sobre a insaciabilidade dele, sobre as noites intermináveis. Seus olhos brilhavam quando eu descrevia como ele me comia fantasiando estar com outra mulher.

 

Ela cruzava e descruzava as pernas, inquieta, visivelmente excitada.

— Fantasiou estar transando com quem? — perguntou ela certa vez.

— Com você mãe — respondi, direta.

 

O misto de surpresa e euforia no rosto dela foi impossível de ignorar. Ela riu, mas era uma risada de quem ganhou presente inesperado.

 

Quis saber detalhes, e eu forneci: como ele me chupou até eu gozar três vezes na boca dele, como eu cavalguei depois, molhada de saliva e gozo, como escorria pelas bolas dele quando eu vinha de novo.

 

Ela ouvia com atenção de estudante, respiração acelerada, mãos trêmulas.

 

O silêncio que se seguiu foi denso. Percebi que ela esperava algo, e fui direta ao ponto.

— Quer transar com ele na minha frente mãe?

 

Ela corou, perdeu as palavras. Eu acrescentei, tentando suavizar:

— Somos íntimas, quase família. Você sabe tudo da minha cama. Se ele fantasia com você, é porque tem tesão. E eu confio em você.

— Mas se as coisas se abalarem entre nós? — Minha mãe hesitou.

— Confio no Lucas — respondi, e era verdade confiava mesmo meu homem.

 

Ela ficou pensativa, e eu vi a resposta antes mesmo de ela abrir a boca.

— Eu quero, eu vou — disse, simples assim.

 

Um medo estranho se misturou ao tesão que subiu pelo meu corpo. Marcamos para o sábado seguinte, quando o meu Padrasto corno jogaria bola e estaríamos sozinhos.

 

Ela viria às quatorze horas. Nos abraçamos, rindo, e ela disse que não tomaria meu maridão. Eu acreditei.

 

Contei para Lucas à noite. Ele não sabia o que dizer, repetiu três vezes que eu tinha tido coragem de convidar a minha mãe.

 

Aceitara de primeira, ele não acreditava. Me beijou longamente, com uma intensidade que senti como gratidão.

 

Era quinta-feira. Naquela noite, transamos como dois desvairados. Ele me pegou com força, sem a delicadeza habitual, e eu respondi no mesmo tom.

 

Gozamos juntos, repetimos, até o colchão reclamar. Na sexta, ele recusou sexo. Guardaria forças para o sábado, disse.

 

Senti uma pontada de ciúmes, de ser substituída antes mesmo de acontecer. Mas deixei rolar.

 

Sábado de manhã, oito horas. Liguei para ela, voz trêmula.

— Está tudo certo Mãe?

— Tudo filha. Estou com as mãos tremendo — respondeu ela, dando risadinhas de nervosa.

— Então eu falei: 14 horas. Venha para cá.

 

Almoçamos sem fome, beliscando comida que não saboreávamos. O silêncio entre Lucas e eu era mortal, denso de expectativa.

 

Não sabíamos o que dizer um para o outro, o que esperar. Eu pensava em participar ou apenas assistir, em até onde iria, se tocaria nela, se deixaria que ela me tocasse.

 

Resolvi que tomaria alguma coisa, ficaria meio alterada, veria no que dava.

 

O relógio marcava treze e quarenta e cinco quando o telefone tocou. Era minha mãe, dizendo que estava saindo de casa.

 

Meu coração acelerou, mãos suaram, e eu percebi que não havia volta.

 

O telefone tocou às treze e quarenta e cinco, e quando ela disse que estava saindo de casa, eu percebi que não havia volta.

 

Aquela frase simples — “tô indo” — carregava uma finalidade que me deixou de pé no meio da sala, olhando para Lucas que já se movimentava com aquela energia nervosa que eu conhecia bem.

 

Ele passou as mãos pelo cabelo três vezes em sequência, um tique que surgia quando a ansiedade e o tesão se misturavam.

— Ela vem — falei, e minha voz saiu mais rouca do que pretendia.

 

Lucas parou de se mover. Seus olhos encontraram os meus, e por um instante vi neles a mesma mistura de medo e excitação que eu sentia no peito.

 

Não falamos. Não precisávamos. Os dois anos de conversas noturnas, de fantasias murmuradas no escuro, de gozos em que ele dizia o nome dela enquanto eu gozava ouvindo tudo aquilo condensava-se em silêncio.

 

Eu me sentei na cadeira da sala, aquela de madeira escura que herdamos da minha avó, e abri um vinho que eu sabia que minha mãe gostava.

 

O estalo do lacre rompido cortou o ar denso. Lucas foi até a janela, espiou por entre as cortinas, voltou, foi até a geladeira, voltou sem nada. Sua impaciência corporal preenchia o espaço entre nós.

 

Quando a campainha tocou, meu corpo inteiro reagiu. Um arrepio subiu da base da espinha até a nuca.

 

Lucas olhou para mim, e eu assenti. Ele foi até a porta, e eu ouvi sua voz mudar aquela voz mais grave que usava quando queria impressionar, era ela a minha mãe.

— Entra, por favor. Estávamos te esperando.

 

Ela entrou. A minha mãe e seus cabelos seus cinquenta anos pareciam quarenta e cinco na luz da tarde que entrava pela janela.

 

Cabelo loiro solto, olhos azuis que não conseguiam parar em nenhum lugar por mais de dois segundos.

 

Vestia uma blusa branca simples e uma saia preta que eu nunca a tinha visto usar nas nossas tardes de piscina.

 

Seus pés estavam descalços nos chinelos, e eu notei que as unhas dos pés estavam pintadas de vermelho — um detalhe que me pareceu absurdamente íntimo.

— Oi — ela disse, e a palavra saiu como uma pergunta.

— Oi — respondi, levantando a taça de vinho em um gesto que pretendia ser casual mas que senti ridículo assim que executei.

 

Lucas a conduziu até a sala, e eu observei a forma como ele caminhava ligeiramente atrás dela, não tocando, mas presente.

Sua postura era diferente — mais ereta, mais consciente de cada movimento.

 

Eu me levantei da cadeira, e os três ficamos ali, formando um triângulo imperfeito no centro do tapete persa que minha mãe nos dera de presente de casamento.

— Querem um vinho? — perguntei.

— Adoraria — ela disse, e seu sorriso trouxe de volta a mulher que eu conhecia das conversas na beira da piscina, a que ria das próprias frustrações com uma honestidade que me desarmava.

 

Lucas foi buscar a garrafa. Eu me sentei no sofá, e ela escolheu a poltrona de veludo verde a mesma em que eu a tinha visto chorar três semanas antes, contando sobre o marido que não a tocava há meses.

 

Ela cruzou as pernas charmosamente, e a saia subiu alguns centímetros. Seus olhos encontraram os meus, e por um instante vi lá dentro a mesma pergunta que eu me fazia: o que estamos fazendo?

 

Lucas voltou com três taças e a garrafa já aberta. Serviu ela primeiro, depois a mim, depois a si mesmo.

 

O vinho era um tinto suave que guardávamos para ocasiões especiais — embora nenhuma ocasião anterior tivesse sido assim.

— Então — ela disse, girando a taça entre os dedos —, hoje está mais quente do que o normal para setembro.

— Está — concordei, e a banalidade da conversa me trouxe um alívio estranho.

 

Falamos sobre o tempo. Sobre uma reforma na casa dela que estava parada há meses. Sobre a filha minha colega — que tinha conseguido uma promoção no trabalho.

 

Lucas participava pouco, mas eu sentia sua presença como um campo magnético, puxando a atenção para si mesmo mesmo quando em silêncio.

 

Seu joelho tocava o meu no sofá, e aquele contato pequeno me lembrava de que ele ainda estava ali, ainda era meu, ainda estávamos juntos nisso.

 

Quando a garrafa chegou à metade, ela se levantou para ir ao banheiro. Assim que a porta se fechou, Lucas se virou para mim.

— Tudo bem? — perguntou, e sua mão encontrou a minha coxa.

— Tudo — menti, ou talvez não fosse mentira. Não sabia mais distinguir.

— Podemos ir para o quarto?

 

Olhei para a porta do banheiro. O som da descarga ecoou.

Quando ela voltou, seus olhos estavam mais brilhantes, como se tivesse chorado um pouco lá dentro, ou como se tivesse se dado coragem com água fria no rosto.

— Vamos para o quarto? — propus a todos, e minha voz saiu pouco nervosa, quase surpreendendo-me.

 

Minha mãe assentiu com cabeça. Lucas assentiu também, é obvio. Eu me levantei, e os segui pelo corredor estreito que levava ao nosso quarto.

 

Cada passo parecia mais longo do que deveria, como se o espaço entre a sala e a cama se estendesse propositadamente, me dando tempo para mudar de ideia.

 

No quarto, a luz da tarde entrava pelas cortinas de linho branco, deixando tudo em tons de âmbar suave.

 

Eu me sentei na cadeira de madeira que ficava no canto — a mesma em que eu me sentava para me maquiar, agora transformada em posto de observação.

 

Ela sentou na beirada da cama, e por um instante ficamos as duas ali, olhando uma para a outra, enquanto Lucas desaparecia no banheiro.

 

O silêncio era denso, carregado de possibilidades. Ela abriu a boca para dizer algo, fechou.

 

Eu fiz o mesmo. Nossos olhos se encontraram, e algo passou entre nós uma cumplicidade, talvez, ou apenas o reconhecimento mútuo de que estávamos ambas além de qualquer mapa que tivéssemos traçado para nossas vidas.

 

Foi quando a porta do banheiro se abriu.

 

Lucas emergiu com uma toalha branca enrolada na cintura. Seu torso estava exposto, a pele ainda úmida em alguns pontos, e eu vi seus olhos irem diretamente para ela, como se eu não estivesse mais no cômodo.

 

Ele caminhou até onde ela estava, e ela olhou para mim — uma pergunta silenciosa, um pedido de permissão que eu sabia que deveria dar.

 

Levantei minha taça, e tomei um gole longo. Depois, encontrei seus olhos.

— Querida mãe — disse, e a formalidade absurda da expressão me fez querer rir, mas mantive a compostura: “use e abuse do meu marido”.

 

Algo se fechou naquele instante. Não uma cortina, como eu descreveria depois, mas algo mais profundo uma mudança de frequência, como quando se muda de rádio AM para FM.

 

Eles não me ignoraram; simplesmente passaram a existir em uma dimensão onde eu não era necessária, e aquela exclusão voluntária me atingiu no estômago com uma força que eu não esperava.

 

Ela se levantou. Sua mão encontrou a ponta da toalha, e puxou. A toalha caiu no chão com um som surdo, e lá estava ele Lucas, meu Lucas, nu e já duro, seu pau erguendo-se contra o ventre em uma curva que eu conhecia tão bem. Mas ela não conhecia.

 

Seus olhos percorreram-no com uma fome que eu reconheci — a mesma fome que eu sentia nos meus piores dias, nos meus melhores.

 

Ela não perdeu tempo. Ajoelhou-se na frente dele, e seus lábios encontraram a base de seu pau não a cabeça, mas a base, um beijo quase reverente que fez Lucas inclinar a cabeça para trás.

 

Seus olhos se fecharam, e eu vi sua mandíbula relaxar, a boca entreaberta.

 

Dos beijinhos na base, ela passou a lamber a cabeça. A língua rosa emergiu, circulou o gomo, desceu pelo freio.

 

Lucas gemeu um som baixo, de garganta, que eu sabia que ele tentava conter.

 

Ela abriu a boca e foi engolindo-o aos poucos, cada centímetro recebido com um movimento de língua que eu podia imaginar sentindo.

 

Eu deveria estar olhando para outro lugar. Deveria estar bebendo meu vinho.

 

Mas minha mão havia parado a meio caminho da boca, e eu a via agora, babando em seu pau, misturando saliva com o próprio desejo, enquanto sua mão direita o masturbava em movimentos curtos e firmes.

 

O som úmido preenchia o quarto — slurp, slurp — interrompido apenas pelas respirações ofegantes de Lucas.

 

Ele não queria que ela parasse. Vi isso no modo como suas mãos encontraram seus ombros, não empurrando, apenas estabelecendo contato, âncoras.

 

Ela continuava, agora com mais profundidade, e eu vi o momento exato em que a boca dela encontrou a base, quando o nariz tocou sua pele, quando Lucas soltou um gemido mais alto — ahhh — que ele não conseguiu conter.

 

Enquanto ela chupava, ele tentava tirar a roupa dela. A blusa branca subiu com dificuldade, presa pelo movimento contínuo de sua cabeça.

 

Ele a puxou, ela se interrompeu por um segundo — tempo suficiente para a blusa voar para algum canto — e voltou imediatamente, agora com mais urgência.

 

O sutiã preto foi mais fácil, um gancho que ele desfez com dedos que eu sabia estavam tremendo.

 

Quando ela ficou só de calcinha, ele a puxou para cima. Ela resistiu um instante — não queria parar de chupar mas ele foi firme, a guiando até a cama, deitando-a de costas.

 

Seus olhos encontraram os meus por um segundo, os olhos de Lucas, e eu vi neles uma gratidão que me partiu ao meio e me colou junto ao mesmo tempo.

 

Ele começou pelos pés. Beijos no arco do pé, na panturrilha, no joelho.

 

Subia devagar, muito devagar, e eu sabia que aquela lentidão era calculada ele estava se permitindo saborear, estava me dando tempo para processar, estava sendo Lucas, meu Lucas, mesmo enquanto fazia aquilo com outra mulher.

 

Na coxa, seus beijos ficaram mais molhados.

 

Ele mordiscou a pele pálida perto da virilha, e ela se contorceu, as mãos indo para seus próprios seios, apertando-os através do tecido do sutiã que ainda usava não, ele tinha tirado o sutiã, eu estava confusa, a cerveja já batia em mim. Seus seios estavam expostos, pequenos e firmes, com mamilos corados que ela torcia entre os dedos.

 

Ele chegou à calcinha. Tentou tirá-la com a boca, os dentes prendendo a renda, mas a posição era difícil.

 

Desistiu, usou as mãos, e a calcinha preta deslizou pelas pernas, revelando-a completamente.

 

Depilada. Lisa. Eu não esperava por aquela visão — a buceta dela, exposta, já brilhando, enquanto ele subia, beijando a barriga, os seios, finalmente encontrando sua boca.

 

O beijo foi longo. Ardente. Eu ouvi o som de suas línguas, o smack quando se separaram, o ahhh que ela soltou quando ele encontrou seu pescoço.

 

Suas respirações eram ofegantes, sincronizadas, e eu senti meu próprio peito apertar, uma fisgada de algo que poderia ser ciúmes ou poderia ser excitação já não distinguia mais.

 

Virei o resto do vinho. Fui até a geladeira, passei pelo corredor, voltei.

 

Quando entrei no quarto, eles estavam em 69.

 

Ela estava de costas para mim, de quatro sobre ele, a bunda voltada para os pés da cama onde eu estava.

 

Ele deitado, a cabeça entre suas coxas, e eu vi sua língua — minha língua, meu marido — passando por aquela fenda lisa, aquela buceta que não era minha.

 

Ela chupava-o de novo, agora de lado, e o pau dele desaparecia e reaparecia entre seus lábios, brilhante de saliva.

 

Ele parou. Olhou para mim, e seus olhos — aqueles olhos que me conheciam há anos — me chamaram.

 

Tomei um gole do vinho novo, fui até eles, ajoelhei-me no chão ao lado da cama.

 

Ele puxou minha cabeça, e eu deixei, e seus lábios encontraram os meus em um beijo que sabia a outra mulher, a buceta dela, o gozo dela que ainda não acontecera mas que eu já sentia em antecipação.

 

Parte do meu rosto encostava na coxa dela, na bunda dela, e o calor de sua pele me queimava.

 

Ele me beijou com amor — eu sentia isso, reconhecia o padrão de sua língua, a pressão de seus lábios — e por um instante fui só eu e ele, mesmo com ela ali, mesmo com o gosto estranho em minha boca.

 

Um gemido forte dele interrompeu. Ela havia engolido tudo, a boca no seu púbis, a garganta trabalhando.

 

Ele adorava isso — eu sabia, ele me contara tantas vezes — a sensação de ser completamente envolvido, de sentir a boca tocando nas bolas.

 

E minha mãe fazia isso agora, enquanto eu observava de perto, enquanto ele voltava a lamber aquela buceta depilada que se contorcia acima de seu rosto.

 

Deu-me um calor. Um calor que subia das coxas, que fazia minha própria calcinha ficar molhada.

 

Fiquei só de calcinha sem me lembrar de quando tinha tirado a roupa — a blusa, a saia, tudo havia desaparecido em algum momento.

 

Minha mão encontrou meus seios, apertou os mamilos, e eu vi que ele observava, que enquanto chupava ela seus olhos estavam em mim, em meus olhos, em meu corpo.

 

Minha mãe parou. Se levantou um pouco, gemiu — ahhh, vou gozar — e se contorceu de verdade, as coxas apertando a cabeça dele, as mãos cravadas nos lençóis.

 

Ele a segurou pelos quadris, mantendo-a ali, e eu vi a onda passar por ela, o tremor, o arquear das costas.

 

Quando acabou, ela se virou, desceu, encontrou sua boca em um beijo que eu podia ver — a boca dele molhada da minha mãe, do gozo dela, e ela beijando aquilo, beijando-se na boca dele, a menos de meio metro dos meus olhos.

 

Foi ele quem a puxou. Puxou-a pelos quadris, fez-a sentar em sua boca, e agora eu via de verdade — via a língua dele entrando nela, via ela se contorcendo para cima, para trás, buscando o ângulo.

 

Às vezes ele precisava segurá-la, suas mãos grandes nos quadris dela, impedindo que ela o sufocasse na própria urgência.

 

Uma de minhas mãos estava na cama. Ela encontrou-a, segurou-a forte, e eu senti suas unhas cravando-se na minha pele quando outro orgasmo a tomou.

 

Minha mãe tremia, gemia — uhhh, uhhh — e quando se levantou um pouco, vi escorrer pelo pescoço dele, pelo queixo, o gozo dela, brilhante e espesso.

 

Enquanto ele lambia carinhosamente — sim, carinhosamente, eu reconhecia aquele tom — pediu que eu colocasse a camisinha.

 

Estava na segunda garrfa, o álcool fazia minha coordenação lenta, mas dei um jeito. Primeiro uma chupadinha — ele gemeu, surpreso — depois o látex deslizando, apertando, cobrindo-o.

 

Fiquei ali, de joelhos, vendo. Ele puxou-a de novo, pelos quadris, para baixo, e ela veio, posicionou-se, encontrou-o com a mão e foi descendo.

 

Parou no meio — ahhh, é grande — subiu, desceu de novo, e na terceira vez foi tudo, ela sentada nele, de frente para ele, e eu atrás, vendo a entrada, vendo o pau dele desaparecer nela, sair até a cabeça, entrar de novo.

 

O som — slap, slap, slap — da pele batendo, da umidade, da fricção.

 

Ela subia e descia, e não demorou um minuto para ela gozar de novo, um gemido curto, quase irritado — ah! — e eu senti meu próprio corpo responder, a mão entre as pernas, três dedos pressionando o clitóris em movimentos circulares.

 

Minha mãe olhou para trás. Me viu. Me viu gozando, a calcinha encharcada, os dedos trabalhando. Nossos olhos se encontraram, e ela disse:

— Obrigada filha , por me proporcionar este momento.

Dei um sorriso que não sabia que conseguia dar.

Minha voz saiu rouca, quase estrangulada:

— Como disse, mãe: use, abuse.

 

E gozei de novo, rindo, uma risada que saía junto com o prazer, uma mistura que eu nunca tinha experimentado.

 

Ela virou-se para Lucas. Voltou a subir e descer, curvou-se para beijá-lo, e agora eu via melhor — o pau dele entrando tudo, saindo até a cabeça, brilhando de lubrificação e gozo dela.

 

Numa dessas, escorregou. Saiu completamente. Ele gemeu, frustrado, e olhou para mim.

— Amor — disse ele, enfia de novo.

 

Meio sem jeito, me aproximei. Peguei no pau dele — meu pau, nosso pau — que estava melecado, quente, pulsando.

 

Guiei até a entrada da buceta da minha mãe, que estava aberta, vermelha, inchada de tanto uso. Foi estranho. Foi excitante.

 

Vi de perto a cabeça desaparecendo, sendo recebida, e ele gemeu — ahhh, assim — enquanto eu ainda segurava a base, sentindo a fricção dele entrando nela.

— Amor — ele disse de novo —, vem sentar aqui na minha boca.

 

Tirei a calcinha. Subi na cama, me posicionei de costas para ela, de frente para a cabeceira, e fui descendo até encontrar sua boca.

 

Sua língua encontrou minha buceta imediatamente — ele me conhecia, sabia exatamente onde pressionar e eu comecei a me mover, a esfregar-me nele, a perder o controle.

 

Olhei para ela. Estava de olhos fechados, ofegante, ainda sentada nele, mas agora parada, esperando, segurando minhas mãos.

 

Suávamos todas — eu, ela, ele — o quarto cheirava a sexo, o vinho, a nós três misturados.

— Vamos gozar juntos — ele pediu, a voz abafada por mim, por minha buceta em sua boca.

 

É difícil. É sempre difícil. Mas fomos controlando, segurando, aproximando. Eu sentia o meu chegando, aquela pressão familiar, e via ela se contorcer de novo, e sentia ele gemendo contra mim, vibrações que me empurravam.

 

Quando veio, veio junto. Eu gozei — ahhh, ahhh — enchendo sua boca, e ela gozou — uhhh, uhhh — com as mãos cravadas nas minhas, e ele gozou — grrhh — enchendo a camisinha, três corpos em convulsão, três respirações ofegantes, três suores se misturando no ar quente do quarto.

 

Ele ainda transou comigo depois. Disse que era para me recompensar, e eu ri — hahaha — porque não precisava, mas aceitei.

 

Foi bom, diferente, mais lento, com ele me olhando nos olhos enquanto entrava em mim, com ela observando do canto, já vestida, já transformada de novo na mãe, na mulher que chorava na beira da piscina por causa do meu Padrasto.

 

Daquele dia em diante, nossas transas mudaram. Cada uma carregava a memória daquela tarde, e cada gozo parecia mais intenso, como se tivéssemos descoberto uma nova frequência.

 

Serviço completo.

— Como te amo muito — disse, segurando seu pau, sentindo-o pulsar na minha mão —, e adorei realizar sua fantasia, achei que adoraria sentir a mesma coisa.

 

Ele não respondeu. Não precisava. Seus olhos diziam tudo, e nós tres nos aproximamos, e a tarde começou, e transamos até esgotar nossas forças, e naquela noite, quando finalmente minha mãe voltou para casa dela, ele me disse que nunca tinha amado tanto ninguém, e eu acreditei, porque eu também nunca tinha amado tanto ninguém, nem a mim mesma, nem a vida, nem tudo aquilo que ainda viria depois.

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