Eu me chamava Veronica, tinha vinte e cinco anos, cabelos loiros que caíam até a cintura, olhos claros quase transparentes, pele pálida que nunca pegava sol.
Eu era alta, com seios grandes que sempre chamavam atenção em qualquer roupa, e uma bunda que preenchia jeans de forma que eu sabia fazer parar o trânsito quando queria.
Minha irmã mais nova, Sara, completava dezoito anos há pouco tempo. Loira também, mas de cabelos curtos, desgrenhados, aquele corte que parecia não ter dono. Olhos escuros, quase negros, contrastando com a pele clara.
Bem mais baixa que eu, uns dez centímetros, corpo magro de quem nunca precisou fazer academia, seios médios que ela escondia em camisetas largas, e uma bunda que desafiava a lógica — redonda, alta, apertada em shorts que ela nem percebia o efeito que causavam.
Nossa casa era pequena. Paredes finas, dois quartos, banheiro único. Meus pais dormiam no fundo, eu e Sara dividíamos o quarto da frente, com uma janela que dava para a rua de terra e o vizinho que tocava forró aos domingos.
Crescemos assim, sem espaço, sem privacidade, sem dinheiro para nada além do necessário. Eu era a irmã namoradeira, a que saía, a que voltava tarde, a que trazia homens para conhecer.
Sara era o oposto — tímida, fechada, passava sexta-feira em casa vendo série no celular enquanto eu me arrumava para balada.
Eu a incentivava. “Vai sair, Sara, conhece gente, vive.” Ela balançava a cabeça, dava de ombros, voltava para o celular. Eu não insistia. Cada uma com seu ritmo.
Conheci Lucas em um bar de música ao vivo. Ele tinha quarenta e dois anos, cabelos grisalhos nas têmporas que eu achava sexy, corpo de quem malhava sério — peito definido, braços grossos, cintura fina.
Rico para os padrões da minha família. Advogado, carro bom, apartamento em bairro nobre. Eu me sentia poderosa ao lado dele, sendo tratada em lugares onde garçons me chamavam de “senhora” e traziam água sem gás sem eu pedir.
Meus pais não gostaram. Meu pai especialmente, com aquele discurso de “homem da idade dele quer uma coisa, Veronica, e você sabe qual”.
Minha mãe era mais prática, queria que eu me estabilizasse, mas também torcia o nariz para a diferença de idade. Com o tempo, eles cederam.
Lucas era educado, trazia flores, fazia conversa de elevador com meu pai sobre futebol. A barreira caiu, mas nunca completamente.
A maioria das vezes, a gente se encontrava fora. Motéis, a casa dele, ele me deixava em casa de madrugada chamando Uber.
Mas meu pai começou a pressionar. “Se é sério, o rapaz tem que vir aqui, conhecer a família de verdade.”.
Uma noite, Lucas deixou o carro na oficina. Era sexta-feira, ele queria me ver, eu queria que ele dormisse pela primeira vez na minha casa.
Ele hesitou, inventou desculpas, mas minha mãe — sempre minha aliada nessas coisas — insistiu com meu pai. “Deixa a menina, João, eles são adultos.” Meu pai resmungou, mas abriu espaço.
O que me incomodava, e eu tentava ignorar, era como Lucas se comportava perto de Sara. Quando ele vinha buscar me, se ela estava na sala, ele prolongava a conversa.
Perguntava da faculdade dela, do curso de design, daquela série que ela assistia. Eu achava que era gentileza, educação de homem maduro.
Mas havia algo no jeito que ele olhava quando ela se virava, quando ela se abaixava para pegar alguma coisa, quando ela passava de short curto do quarto para o banheiro.
Eu sentia um aperto no peito e chamava de ciúme bobo.
Naquela noite, quando chegamos, Sara já dormia. O quarto era pequeno, duas camas de solteiro encostadas na parede, uma cômoda entre elas.
Lucas disse que ia dormir na sala, no sofá velho que minha mãe cobria com lençol. Eu vi ele arrumando as coisas, a postura curvada, o desconforto de homem grande em espaço apertado.
Minha mãe apareceu no corredor, percebendo tudo. “Vai lá pro quarto, Veronica. Só não faz barulho pra não acordar a Sara.” Ela disse isso olhando para mim, depois para Lucas, um sorriso quase imperceptível. Sinal verde.
Eu e Lucas nos deitamos na minha cama. Ele já estava duro, senti contra minha coxa quando nos acomodamos. O colchão era fino, a mola rangia.
Sara dormia virada para a parede, do outro lado do armário, coberta até o pescoço. Eu virei de costas para ela, encostando as costas no peito dele. Ele ergueu minha camisola, mãos quentes na minha barriga, subindo. Eu segurei seu pulso. “Camisinha”, sussurrei.
Ele parou, respirou fundo, aquela impaciência que eu conhecia. “Não curto assim”, eu completei. Ele resmungou, mas pegou a carteira.
O barulho do pacote rasgando pareceu ensurdecedor no silêncio. Ele rolou sobre mim, eu abri as pernas, ele entrou com aquele jeito de quem não quer perder tempo — seco, fundo, sem preliminares. Eu mordi o lábio para não gemer.
O colchão rangia baixinho e barulhos de ploc, ploc, ploc, ritmo que eu tentava controlar.
E então eu notei. Ele não olhava para mim.
Seus olhos estavam fixos no outro lado do quarto, onde Sara dormia. Eu segui o olhar dele, vi que ela se virara no sono, agora de lado, de costas para nós.
O cobertor da minha irmã tinha escorregado. Ela usava apenas camiseta e calcinha, aquela calcinha de algodão branco, simples, parecia jovem. A bunda dela estava para fora, redonda, clara, imóvel no escuro.
Lucas continuava metendo, mas a mandíbula dele estava tensa, o pescoço esticado, os olhos — mesmo na penumbra eu sentia grudados naquela carne mais nova que a minha.
Eu me abaixei, fingindo que era para não fazer barulho, mas na verdade era para ver melhor. Peguei seu pau na mão, ainda molhado de mim, e levei à boca.
Ele gemeu, alto demais, eu parei, esperamos. Sara não se mexeu. Voltei a chupar, e ele — pela primeira vez — pôs a mão na minha cabeça, forçando, querendo mais fundo. Eu engasguei, parei, olhei para cima. Ele ainda olhava para ela.
“Imagina se ela acorda”, ele sussurrou, a voz rouca, diferente. “Vê o namorado da irmã comendo ela.”
Eu senti um calor subindo, não sei explicar. O perigo, a sujeira daquilo. Voltei a chupar, mais rápido, ele me segurava com força, eu sentia as veias dele saltando na língua. “Vou gozar”, ele avisou, sempre educado nisso.
Eu me afastei, apontei para o meu rosto, fechei os olhos. Ele gozou, quente, denso, escorrendo pelo meu queixo enquanto eu tentava não fazer barulho.
Ainda não me acostumava com isso, com o jeito que ele pedia, mas cedia.
Nos limpamos no escuro, dormimos apertados na cama estreita. Eu acordei cedo, com a luz cinzenta entrando pela janela. Sara se mexia do outro lado.
Ela se sentou na cama, bocejou, esqueceu completamente que não estávamos sozinhas. Tirou a camiseta por cima da cabeça. Seus seios apareceram — médios, sim, mas firmes, com mamilos pequenos, rosados, duros do frio da manhã.
Ela não usava sutiã para dormir. Eu vi, pelo canto do olho, que Lucas estava acordado. Ele fingia, mas a respiração dele tinha mudado, eu conhecia. O lençol sobre ele se moveu, eu sabia que ele estava duro de novo.
Sara se levantou, foi até o armário. Se abaixou para pegar um short, e os seios dela — agora de cabeça para baixo, soltos, apontando para o chão — balançaram. Lucas viu. Eu vi ele ver. Ela se vestiu, desceu para o café, e fechou a porta.
O som da porta bateu. Lucas se virou para mim imediatamente, já com a mão na minha calcinha, puxando para baixo. “Acordei agora”, ele mentiu, a voz grossa.
Eu não disse nada. Ele me virou de bruços, entrou de uma vez, sem camisinha dessa vez, eu nem protestei. Ele me comia com força, o colchão rangendo mais alto agora que não precisávamos nos esconder.
Ele olhava para a cama de Sara. A calcinha dela estava lá. Branca, de algodão, jogada em cima do travesseiro.
“Acho que a Sara deixou a calcinha dela na cama”, ele disse, enquanto me estocava. Ploc, ploc, ploc, mais forte. “Não sei como cabe essa calcinha nela.”
Eu senti ele crescer dentro de mim, ficar ainda mais duro. Ele não olhou para mim uma vez. Quando gozou, foi de repente, fundo, eu senti o jorro quente invadindo, a primeira vez que ele fez isso.
Ele saiu de mim devagar, o líquido escorrendo, e eu fiquei parada, sentindo o gotejar, ouvindo ele respirar ofegante.
Eu fui primeiro para o banheiro, tomei banho, me limpei por dentro como pude. Pedi que ele esperasse, entrasse só depois. Quando descemos, Sara já estava na mesa, de short e camiseta agora, tomando café.
Deu bom dia normalmente, sem perceber nada. Meus pais nos receberam, minha mãe sorridente, meu pai mais tranquilo que eu esperava.
Lucas se sentou. Não ao meu lado. Ao lado de Sara.
Eu fiquei em pé, segurando a xícara, olhando os três na mesa pequena. Ele puxou a cadeira para perto dela, pediu café, perguntou se ela tinha dormido bem.
Sara respondeu que sim, inocente, sem perceber que eu estava parada, esperando, querendo que ele notasse, que se movesse, que viesse para mim. Mas ele não veio.
Eu me sentei na ponta da mesa, o café escaldando minhas mãos, e pensei: esse final de semana promete. Eu queria ver até onde isso ia. Até onde ele ia. Até onde eu deixaria.
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